:: Grenade (Versão TVD)
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Te dei tudo o que eu tinha e você jogou no lixo.
A única coisa que sempre te pedi foi pra me dar todo o seu amor
Porque o que você não entende é que eu pegaria uma granada por você"
Estória original por Pollyanna Campos
• Dessa vez a fiz em duas versões: Twilight e The Vampire diaries! As duas são a mesma estória, porém, uma é com a Rosalie como protagonista e a outra com a Caroline! Porém, para encontrarem a versão Twilight, tem que ir na comunidade.
• Sim, a sinopse é um trecho da música do Bruno Mars, que foi o que me inspirou a escrever essa fic.
Dedico essa história para Rosalie Furious que sempre lê o que eu escrevo, que está sempre presente por aqui e para a Fernanda, com quem conversei hoje e percebi que precisa de algo assim, ou pelo menos eu penso que sim. Enfim, meninas é para vocês, espero que gostem!
Obs: Leia ouvindo Grenade- Bruno Mars ou com o Boyce Avenue.
Se você espera que esta história seja como um conto de fadas onde tudo termina bem, sinto informar que você não está no lugar certo. Não espere sapos que viram príncipes ou princesas que passam por cima do seu orgulho por um amor que se baseia em redenção e dificuldades impostas por terceiros.
Nessas linhas você encontrará uma história diferente das que você vê escrita e muito comum quando se trata de vida real, onde nem tudo termina em felizes para sempre.
Nossa história começa com uma garota normal. Ela não tem beleza estonteante, não é milionária, não tem super poderes nem um namorado vampiro que diz que ela é sua vida agora. Na verdade, ela é bem mais comum do que você imagina. É uma garota tão normal como eu e você ou caso você seja um garoto, talvez como sua irmã ou aquela prima próxima. Ela não acordava deslumbrante como nos filmes, nem podia passar os dias fazendo compras, já que tinha que trabalhar para pagar sua faculdade. Ela não acreditava em contos de fadas onde o príncipe encantado chega em seu cavalo branco e a leva para um reino distante onde eles serão felizes para sempre, na verdade o que ela realmente esperava era que tivesse a seu lado um homem que quando dissesse “eu te amo” fosse real. Queria alguém para que trabalhassem juntos na construção de um futuro baseado em família, filhos e muita felicidade. Esperava alguém para vida toda com quem pudesse envelhecer vendo tudo o que construíram prosperando enquanto continuavam se amando como no primeiro dia.
Se para muitos, isso era o mínimo a se pedir, para ela era tudo o que necessitava para ser feliz.
_ Tem certeza que não prefere sair? Quero dizer, vai acabar enjoando de estar comigo a todo tempo, só nós dois – ela sorriu da maneira docemente apaixonada que sempre fazia e ele retribuiu o sorriso de uma maneira que até então ela acreditava ser sincera.
_ Sabe, mal temos tempo na semana para ficarmos juntos, então quando podemos fazê-lo, prefiro ficar apenas com você, em um lugar onde somos só nós dois e o que sentimos – ele a encarava nos olhos.
_ Será que tudo isso é para sempre? Quero dizer, o que sentimos... – ela deu de ombros, tentando afastar a idéia de que aquele que amava partisse um dia por vontade própria.
_ O para sempre, sempre acaba. Prefiro acreditar no eterno – ele sorriu e quando disse essas palavras a olhou nos olhos, algo que lhe dava ainda mais confiança para acreditar em tudo o que ele dizia, afinal, existe coisa mais cruel que mentir olhando nos olhos daquele para quem se mente?
Aquela era a rotina do casal. Entre inúmeros emails e telefonemas, eles ainda trocavam cartas de amor, o que muitas das amigas de Caroline invejavam já que sinceramente, nos dias atuais, qual é o homem que escreve cartas para sua namorada?! Ela sentia que havia ganhado na loteria e não pretendia perder seu prêmio por nada. Ela que nunca acreditou no felizes para sempre, estava acreditando no homem perfeito, o que é ainda pior, já que não existe perfeição. Isso não passa de apenas um conceito criado para definir o que sempre se quis e nunca vai se ter por ser inexistente.
Naqueles dias, nossa personagem, Caroline, acreditava que já o havia conseguido, pena que tudo não passava de uma ilusão.
_ Por Deus, Carol, ele nunca mais te levou para sair e quando ele te visita sempre sai tão cedo. Será que não existe nada de errado mesmo?
_ Claro que não, Elena! Ele só tem que trabalhar cedo ou às vezes estudar para as provas da faculdade. Você sabe que medicina não é um curso fácil.
_ Sim, mas, todos os dias? – a amiga lhe olhou desconfiada.
O que Carol não sabia é que o ditado “Quem avisa amigo é” às vezes pode ser real.
Apesar de estar no estágio de negação, em Caroline havia sido plantado o sentimento da desconfiança. Ela passou a observar os momentos em que Matt olhava no relógio de cinco em cinco minutos quando ia chegando a hora que ele sempre ia embora e passou a desconfiar do porque ele sempre arrumava o cabelo antes de sair.
Em um dos muitos finais de semana:
_ E então? Que filme vamos assistir hoje?
_ Pensei em sairmos – ela sorriu de maneira doce.
_ Prefiro que fiquemos aqui, só nos dois – ele a abraçou de uma maneira terna, a maneira que sempre a convencia, mas, não seria dessa vez.
_ Sabe, faz muito tempo que não vamos a um restaurante ou ouvimos uma boa música ao vivo e sinceramente não tenho vontade de ver filmes hoje.
_ Porque você está tão determinada a sair?! – ele queria parecer desconfiado, mas, ela o conhecia muito bem, era claro que estava nervoso. Nervoso demais para inventar um bom pretexto.
_ Sabe, só pensei em fazermos algo que eu quero dessa vez, para variar – ela revirou os olhos, irritada.
_ Você está dizendo que só penso em mim?! – gritou.
_ Não, estou dizendo que quero sair, apenas.
_ Sabe, você não dá valor ao meu amor!
_ Eu não dou valor ao seu amor?! Passo todos os dias apenas pensando em você e na melhor maneira de te fazer feliz!
_ E eu não faço isso?
_ Às vezes, mas, já percebeu que nunca se preocupou em conhecer meus pais ou sair com meus amigos para estar mais presente na minha vida?
_ E você por acaso fez isso? – ele sorriu de uma maneira irônica, presunçosa, como se tivesse ganhado aquela briga.
_ Não diga que eu não tentei inúmeras vezes, enquanto você preferia ficar aqui trancado, escondendo o que temos do mundo. Parece justo para você?
_ Tudo que eu faço é ser um idiota que fala tudo o que você precisa ouvir enquanto você fica inventando essas coisas idiotas para acabar com o que eu tento manter.
_ Não quero que diga o que preciso ouvir. Só quero que diga a verdade – ela o disse mirando os olhos verdes de Matt que ficaram surpresos e pesarosos naquele momento. Foi naquela circunstância que ela percebeu que ele escondia algo.
Uma semana se passou e ele não deu um telefonema sequer. Ela também não o fez. Elena havia ido dividir o apartamento com ela para ajudar nas despesas uma vez que as duas faziam faculdade e a pagavam com seu salário.
Com o dinheiro que acabaram economizando viajaram para o sítio de Stefan com mais alguns amigos, o que pareceu ótimo no momento, afinal, tudo o que Caroline queria naquele momento era sair da cidade e esquecer que havia perdido o homem de sua vida. Ela sentia que havia perdido Matt.
Passaram-se três semanas até que elas voltassem para casa.
_ Foi uma ótima distração, não acha?
_ Você está brincando, Elena?! Foi uma das melhores viagens da minha vida e... – sua voz se perdeu quando viu quem a esperava parado na porta. Ela sentiu seu coração dando saltos em seu peito e parecia ter perdido a voz por completo. Ele havia mudado o corte de cabelo e parecia mais bronzeado.
_ Eu vou entrar para deixar que conversem – disse Elena pegando a mala de Caroline e entrando em casa.
_ Achei que nunca mais voltaria – confessou por fim.
_ Nunca abandonaria minha faculdade – disse dando de ombros – e você? Por onde andou, Matt?
_ Por aí – foi o melhor que ele pode dizer para que não precisasse inventar mais uma de suas mentiras – mas, eu queria muito conversar com você. Se importa de darmos uma volta?
_ Será que você se importa de passar aqui mais tarde? Quero dizer, quero sim conversar com você, mas, preciso tomar um banho e descansar um pouco. Sabe como é, acabei de chegar de viagem...
_ Tudo bem, te pego as sete, pode ser?
_ Claro – ela sorriu.
_ Então até mais tarde – ele sorriu dando-lhe um beijo carinhoso em sua face. Após fazê-lo, ele caminhou lentamente até virar a rua e ela ficou observando-o de uma maneira estranha, como se realmente estivesse vendo-o partir.
As horas se passaram lentamente. Caroline ainda se arrumava quando faltavam dez minutos para que Matt passasse ali. Ele passaria, de fato, porém, antes. Não pretendia vê-la, muito menos falar com ela. Pretendia deixar apenas aquela carta por baixo da porta e partir para sempre, porém, seus planos falharam. Elena estava na porta com Stefan.
_ Onde é o casamento? – Stefan brincou.
_ Sabe, Caroline não está tão arrumada assim, quero dizer, onde pensa levá-la de fraque e tudo mais?
_ Essa carta é para ela?
_ Sim, poderia entregar para mim?
_ Em outro momento eu diria que não, que você devia fazê-lo, mas, pensando na minha amiga, não no que é mais fácil para você, eu
vou fazer. Até nunca.
_ Pare de se arrumar agora.
_ O que? – Caroline estava confusa – Elena, não posso, Matt vai passar aqui logo e... Que carta é essa?
_ Ele pediu para que lhe entregasse.
_ Ele não vem, não é? – Caroline já deixava lágrimas borrarem sua maquiagem.
_ Não, e caso isso não explique – disse balançando a carta – eu lhe digo o que aconteceu aqui.
Caso tudo esteja como planejei, quando você ler esta carta eu estarei bem longe, longe do que foi nosso, de seu amor e de você.
Não sei como lhe dizer isso, mas, achei que merecesse a verdade de minha parte pelo menos uma vez em sua vida. Hoje me caso com minha namorada de pouco mais de um ano e meio. Sei bem o que deve estar sentindo ao ler isso, deve estar me odiando por tê-la traído e por ter parado de sair em público com você quando comecei a sair com ela. Você é esperta o suficiente para perceber que a época coincide. Não quero torturá-la, mas, precisava confessar aqui, que todas as vezes que saía de sua casa era para me encontrar com ela e todas as vezes que me negava a sair era porque as chances eram grandes de encontramos Julie em um dos lugares que íamos e que ela e seus amigos também freqüentavam.
Não pense que sou um canalha que só brincou com seus sentimentos, é que não pude me decidir com os meus quando estava apaixonado por duas pessoas ao mesmo tempo. Com você eu tinha o carinho e a força que necessitava para me tornar quem almejava ser e com ela tinha tudo aquilo que você não me dava por ferir seus princípios e muito amor também. Não estou dizendo que preferia que abandonasse aquilo que acredita para me satisfazer, já que me apaixonei por você por ser da maneira que é. O que quero realmente dizer é que amava as duas com a mesma intensidade porém de maneiras diferentes.
Não queria perder nenhuma das duas, porém, Julie engravidou e não posso deixá-la nessas circunstâncias, não me deixando outra escolha a não ser me despedir de você. Queria fazê-lo nesta tarde, porém, foi melhor desta forma para que não lhe enredasse com outras das minhas muitas mentiras. Sempre vou amar você e isso faz com que doa mais ao dizer adeus, mas, é preciso.
Matt"
_ Eu sinto tanto, Carol... Eu queria poder fazer algo.
_ Você pode.
_ O que quer que eu faça? É só pedir...
_ Descubra em qual igreja ele está se casando.
_ Não vou deixar você ir lá e acabar com esse casamento – Elena disse firme.
_ Não pretendo fazê-lo, mas, também não vou deixar essa carta sem resposta. Descubra o que lhe pedi e por favor, convença Stefan a me levar até lá de carro. Eu já encontro vocês na sala.
Quanto a Carolie, ela sentia-se mal, muito mal. Era como se a granada que sentia quando começou a ler a carta tivesse explodido, destroçando por completo seu frágil coração. Seu chão havia sumido e tudo o que conseguia fazer era chorar. Precisava fazer com que aquele nó que se encontrava em sua garganta desaparecesse.
Pegou um papel, uma caneta e começou a responder o que havia acabado com seus sonhos e com os desejos mais remotos de estar nos braços de Matt de novo.
Após fazê-lo, colocou um dos seus melhores vestidos, refez a maquiagem e após pegar todas as cartas que Matt havia escrito foi ao encontro de Stefan e Elena na sala.
Ambos se espantaram com a determinação de Caroline. A garota não chorava mais, porém, era aparente a dor que sentia. Seus olhos não possuíam o brilho sonhador e sim uma raiva que Elena nunca havia visto.
Sua surpresa ao ver Caroline foi tamanha que ele ficou pálido, sem reação.
_ O... O que...
_ O que eu faço aqui? – ela completou, firme – vim lhe entregar a resposta de sua carta. – disse estendendo o envelope – e lhe devolver todas suas mentiras – após atirar aquelas palavras, ela lhe entregou todas as cartas que ele havia escrito e que continham as mais falsas promessas de um amor lindo demais para que alguém como ele sentisse.
_ Eu sinto muito – foi tudo o que saiu dos lábios de Matt.
_ Não sinta, porque eu não vou fazê-lo – Caroline se virou pronta para entrar no taxi que estava parado em frente a igreja – e a propósito, só o que espero de você, é que tenha a decência de ler tudo o que escrevi aí, até o fim.
Outra palavra que você desconhece o sentido e imensidão é amor. Você me jurava um amor que sequer sentia e alimentava em mim esperanças que me fizeram construir sonhos. Você não destruiu apenas meus sonhos ou meu coração, levou com suas mentiras um pedaço de minha alma e a dor que sinto nesse momento não pode ser expressa em meras palavras. Não o culpo por usar essa palavra/sentimento tão facilmente, uma vez que nos dias atuais as pessoas dizem eu te amo com a mesma naturalidade que dizem obrigado. Banalizaram o sentimento mais lindo e puro e a maioria dos que falam dele sequer o sentiram alguma vez, como é o seu caso.
Você diz que nos amava igualmente, mas, sinto lhe informar que é impossível amar duas pessoas ao mesmo tempo, da forma que você dizia sentir. Quando se ama de verdade é por inteiro. Quando realmente se sente, seu coração simplesmente não tem mais espaço nem se tem sanidade para fazê-lo duas vezes, mas, sinceramente não vou tentar lhe explicar algo que ao meu ver não tem explicação.
Termino minha carta lhe fazendo um pedido, uma vez que não sou seu tudo, que tal eu não ser nada? Nada demais para você?! Só espero, com toda a sinceridade, que quando você conheça o amor verdadeiro, que não sinta a metade da dor que me fez sentir. Espero que você tenha alguém que cuide de seu coração de verdade e que proteja seus sentimentos da maneira que você não fez comigo. Não saia distribuindo tantos “eu te amo” quando existir tão pouco amor e verdade em suas palavras.
Seja feliz e finja que eu sequer existi, porque a partir do momento que você ler essa carta, serei apenas um borrão em sua vida.
Caroline"
Enquanto Matt se casava, Caroline estava em um bar afogando suas mágoas da maneira que lhe pareceu mais fácil.
_ Coração partido? – um homem moreno de olhos claros disse se sentando a seu lado.
_ Como? – perguntou confusa e irritada ao mesmo tempo.
_ Perguntei se bebe tanto porque está com o coração partido.
_ E se for? – indagou áspera.
_ Pedirei para me juntar a você – ele deu de ombros – estamos na mesma situação. Tyler – estendeu a mão.
_ Caroline – ela apertou a mão de Tyler de uma maneira cordial – E então? Brigou com a namorada?
_ Ela me trocou por outro na mesma semana que aceitou se casar comigo.
_ Meu ex namorado de dois anos está se casando com a amante agora – deu de ombros, arqueando a sobrancelha em seguida, de uma maneira engraçada. Ambos riram de uma maneira descontraída e triste ao mesmo tempo.
Uma nova amizade surgia ali e talvez ali estivesse aquilo pelo que ela procurou por toda a vida, porém, era cedo demais para descobrir.
Naquele momento o que ambos precisavam era que seus corações em pedaços se curassem, sem precisarem de outros vícios para fazê-lo. Naquelas circunstâncias tudo o que queriam era que um sorriso não escondesse a dor e amar não significasse sofrer.
Caroline precisou sofrer para entender que não existem pessoas perfeitas e que o amor se baseia apenas em amar a outra pessoa com todas as suas imperfeições e manias, o que ia muito além de amar apenas suas qualidades. Pessoas perfeitas não existem. Ou elas mentem muito bem, ou realmente enganam até a si mesmas. Se naquelas circunstâncias o coração partido parecia um castigo, futuramente ela o veria como uma experiência que contribuiu para seu crescimento pessoal. Nem sempre aquele problema que no presente parece tão ruim e sem solução é de fato assim. Às vezes só precisamos respirar fundo e perceber o que a vida nos reserva depois da tempestade. Nunca podemos esquecer que o momento em que a noite está mais escura é porque o sol já se prepara para sair.
Caroline e Tyler o entenderiam, porém, mal sabiam eles que só o conseguiriam com a ajuda um do outro, mas, isso é outra história!
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